Shell vê pico de produção para o campo de Lula no Brasil em 2020, 2021

26 setembro 2018
(Foto de arquivo: BW Offshore)
(Foto de arquivo: BW Offshore)

O campo mais produtivo do Brasil, o Lula, localizado na bacia offshore de Santos, deve atingir o pico de produção em 2020 ou 2021, depois de atingir 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia no próximo ano, disse um executivo da Royal Dutch Shell nesta quarta-feira.

O aumento da produção no ano que vem será beneficiado pelo lançamento das plataformas P-67 e P-69, que devem entrar em operação em 2019, segundo Cristiano Pinto da Costa, gerente geral da Shell para as bacias de Lula, Sapinhoa, Iracema e Lapa de Santos Campos.

O campo de Lula teve uma média de 879.000 barris de petróleo por dia a partir de julho. É operado pela petrolífera estatal brasileira Petróleo Brasileiro em um consórcio com a Shell e a Galp de Portugal.

A subida do preço do petróleo e o encolhimento das reservas aumentaram o apetite dos grandes petrolíferos por apostarem na prolífica camada do pré-sal, onde bilhões de barris de petróleo estão sob uma espessa camada de sal sob o fundo do oceano.

Na sexta-feira, o Brasil sediará seu último leilão do pré-sal, antes das eleições do próximo mês, que poderia lançar um esquerdista na presidência com planos de rever as reformas favoráveis ​​ao mercado no setor de petróleo.

Falando nos bastidores de uma conferência sobre petróleo no Rio de Janeiro antes do leilão, Pinto da Costa também disse que uma terceira fase de desenvolvimento para o campo da Lapa ainda estava em um estágio bem inicial.

"Estamos estudando a viabilidade de perfurar mais poços para levar a produção futura" a uma parte do campo onde atualmente não existem poços, disse ele.

No entanto, qualquer decisão sobre o investimento ou o número específico de poços não seria tomada por outros 18 a 24 meses, acrescentou.


(Reportagem de Marta Nogueira e Alexandra Alper; Edição de Christian Plumb e Leslie Adler)

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